quarta-feira, dezembro 20, 2006

M042 - Bom Dia!

E o dia sorriu? Não! Continua fechado, feio, frio.
Por quanto tempo aguentará?
E tu?

17 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Olá Mónica
Eu? Os dias sorriem-me quase sempre e hoje não é excepção.
E, apesar do frio, até o sol sorri...
Gostei do vosso blog. Vou ver o outro.
Beijinhos.

Edilson Pantoja disse...

Não agüento muito tempo, não. Se se demora, logo arrumo um pincel e tintas bem coloridas. Abraço!

Mónica disse...

pois! eu tb não aguento :-)

Lúcia disse...

eu aguento. gosto dos dias, seja qual for a cara com que se apresente. gosto do frio, gosto da chuva, gosto do nevoeiro, gosto do sol....
enfim, venham muitos!

Anabelacps disse...

Bem, na volta devo ser a única que gosta realmente do Inverno, com frio, chuva, vento e neve incluída...

Sofia disse...

Hoje está um dia bonito, mas muito frio :-((((

Anónimo disse...

Recebi hoje um lamento pela perda de avós, um depoimento que põe em marcha o meu entendimento das essencialidades da vida.
Como retribuição venho aqui depor algumas palavras que foram ditas para minha avó Mariana:

que calma tens tão segura
Mariana
que olhar tão transparente

há uma fonte que do alto da tua cabeça
derrama sobre a casa um perfume sereno
presença infindável e secreta do corajoso sangue materno

pouco importa
se das paredes se desprendem fios de neblina e esquecimento
transposto o limiar da porta
sento-me
e é como se estivesse já acesa a lareira que espero desde o Inverno
à saída inevitável de Agosto

as costas das tuas mãos revelam através da porcelana fina
o azulado ténue das veias
e não há forma mais imediata de tornar inúteis as palavras
que aprender nesse azul os gestos sossegados
o saber fazer o chá
o dobrar cuidadosamente os linhos

o vento atravessa todas as muralhas
eriça de espuma as águas
a tua voz
é de silêncio emoldurado pela esperança

que calma tens tão segura
Mariana
que olhar tão transparente


(palavras para Mariana
nome pelo qual meu avô tratava minha avó Maria)

(N. a quebra de linhas poderá não ser esta, devido à largura do texto, mas tanto faz...
Também tenho um texto que podia pôr aqui para o meu avô, mas é talvez grande demais...)

Saudações e felicidades.

Anónimo disse...

Não quero deixar também de fazer referência à belíssima fotografia que exibe o post.
As duas árvores que se encontram em primeiro plano, ocupam a metade superior esquerda: uma com folhagem espessa e a outra com uma sugestiva dispersão de ramos invernais, aqui e ali assinalados por folhas frágeis, precário sinal de um Outono já esquecido.
A metade inferior direita apresenta, engolida pela bruma, uma casa oculta por outras árvores, lá ao fundo, como única promessa de refúgio incerto.
A precaridade de alcançarmos o conforto desse abrigo está acentuado pelo contraste entre zonas claras e zonas escuras, e entre zonas de focagem nítida e outras de misteriosa indefinição.
A esse propósito poderemos dizer que é uma fotografia que se situa entre o sentimento romântico e a confrontação dramática, que nos "esconde" da luz e nos faz esperar por ela.

APC disse...

"Quanto tempo pode aguentar (...)?" - também me perguntei o mesmo, por entre as densas camuflagens de um texto meu. Coisa que tu fazes, de forma suprema, através da imagem. Valeu sempre ver-te e ler-te! E hoje muito! Lindo-lindo post!
Um abraço, aqueles votos, e outros, dos melhores!

Mónica disse...

costa brites: surpreendente análise sobre a fotografia, é isso tudo :-)
obrigada pela atenção dispensada

Mónica disse...

apc: o regresso da filha pródiga :-)) obrigada

cina disse...

eu gosto é do verão de passear de prancha na mão
1 beijinho quentinho já agora

mfc disse...

Dentro em breve... abre o Sol!

ivamarle disse...

vou-me aguentando, tem de ser.Aí para os teus lados o frio dói muito mais...
Boas Festas e muitos beijinhos e felicidades!!!

DIAFRAGMA disse...

Eu?
Eu gosto.

Ruela disse...

bela foto ;)
mais dessas.

Mo disse...

obrigada :D
sim, mas não aqui